quinta-feira, 9 de junho de 2011

Magnolia Bakery vai abrir filiais no Brasil




Para quem é fã do seriado Sex and the City sabe da importância de um cupcake para Carrie Bradshaw e suas amigas. São vários os episódios em que vemos as personagens reunidas ao redor da famosa Magnolia Bakery localizada no bairro do Soho, na Bleeker Street.

Em tempos de repúdia à gordura trans, a Magnólia chega a formar filas, segundo a NASA mesma diz - que exagero! - que podem ser vista do espaço. Limão, morango, coco, pudim de banana,chocolate com menta, 'gingerbread', maracujá, avelã, todos eles confeitados na frente do cliente. Há também o temido 'red velvet', repleto de corante (3 col. sopa para cada 'batch', ou receita de massa). Embora densos e calóricos, a porção é razoável e nada enjoativa. O costume são as caixas com 6 unidades, U$S 18,00.

Confeiteiro de profissão e paixão, há muito acompanho o trabalho da Magnólia, através do youtube, procurando receitas, copycats e adaptações para o gorduroso buttercream americano, à base de manteiga e açúcar de confeiteiro. Às vezes é um cream cheese ou um crème patissier; pode ser que seja um brigadeiro ou simplesmente um merengue italiano. Se for corajoso, tente aromatizar seu buttercream com framboesa. Seja qual for, a Magnólia têm uma forma genial de se desenhar o buttercream sobre o cupcake com a espátula.

topping com base num amido cozido é outro recurso deles. Espécie de creme espessado com farinha ou amido, dá muito certo com baunilha, assim como o francês crème au beurre. Não tentem com cítricos!

Se você é como eu e não aguenta esperar até lá, adquira o livro da padaria na Amazon. Dependendo da origem, o livro pode demorar ou ficar retido na Receita Federal, mas chega. É direito do brasileiro poder comprar livros no exterior e isso é garantido pela Contituição.

Na lista do proprietário da rede, Steven Abrahms, o Brasil encabeça como um dos primeiros onde instalar uma filial. Acrescenta Abrahms ainda que a Magnólia vai preservar sua identidade, incluindo apenas 2 ou 3 variações para o paladar brasileiro. A questão que fica: para o clima tropical, chocolate e frutas ou gordura vegetal e cream cheese? Vocês, óbvio, sabem a resposta.



domingo, 5 de junho de 2011

O mercado de luxo em chocolates



 Chocolates finos da belga Neuhaus: violeta cristalizada, framboesa, tiramisu e jasmim



Você tem idéia do que vem ocorrendo no setor de chocolateria de luxo? Já ouviu falar em violeta cristalizada ou o queridinho de todos, caramelo salgado? Curioso sobre as tendências, resolvi comparecer a 3 das mais famosas chocolaterias de São Paulo; em busca não só de suas últimas excentricidades, mas também avaliando seu serviço como um todo.

Representando essa seleta fatia estão Mara Mello, Pati Piva, Chocolat du Jour, a Neuhaus e tantas outras. Apenas o Shopping Iguatemi concentra as três últimas da lista, com trufas, bombons e petite delicatessens que vão dos R$ 5,00 a unidade a 1000 a 'proposta'. Ou você ainda acha que chocolateria que se preze numa metrópole de porte como São Paulo ainda se prende ao tradicionalismo de caixas e cestinhas de vime?




Verdadeiras jóias, os chocolates da Chocolat do Jour, são propostos não só em galinhas de ouro - revivendo a lenda de João e o Pé de Feijão -, como também em quadros e vasos de cristal, passando as cifras de R$ 1.000,00. Muito antes de um conceito ou do adorável sabor em seus chocolates, a Chocolat surpreende pelo design luxuoso e limpo, por um atendimento personalizado e impecável, com direito a degustação. Riquíssimo em óleos de avelã, o Theobroma é vendido numa bolsa térmica,  preservando suas características numa doma de acrílico para ser devorado em lascas e aos pratos com uma pinça. Adquiri 2 jóias: o morango seco coberto em chocolate (entre R$ 70 e 80,00) e o pistache caramelizado também coberto em chocolate (Entre R$ 60 e 70,00).





 Detalhe para a flor de bijuteria que se desprende da lata e vira imã de geladeira


Uma das rainhas da Av. Gabriel Monteiro da Silva, Pati Piva aqui abriu uma espécie de cafeteria gourmet, adornando suas criações em chocolate com vitrines e um look todo provençal. Contando apenas com 5 mesinhas, o 'point', dependendo do humôrdos frequentadores, pode ir de vazio a disputadíssimo em segundos. Destaque para os chocolates com transfer e a trufa de limão siciliano decorada com papoula (R$ 5,00 a unidade). Após conseguir uma mesinha, deliciei-me com um espesso chocolate quente (R$ 4,00) acompanhado de petit fours amanteigados.











Das três chocolaterias em que fui, a Neuhaus é que a mais se destaca em variedade. Há desde os tradicionais menta, gengibre e pimenta até os mais exóticos combinados a violeta, framboesa cristalizada e tiramisú. O atendimento, no entanto, deixa a desejar uma vez que não há indicação alguma dos sabores ou os atendentes se prontificando a dizê-lo, a menos que se pergunte. O box de metal com sabores sortidos oscila entre R$ 200 e 300.




Com vista a manter sua posição no ranking dos mercados de luxo, as chocolaterias finas sem dúvida terão de investir cada vez mais em novas bases e ingredientes exóticos. Ainda assim, enriquecendo suas propostas e investindo também no atendimento diferenciado, elas vão sempre se encontrar no mesmo impasse que tomou as doçarias e patiserries com a modernidade: para um produto que já extrapola a renda de boa parte do público brasileiro, cabe aos idealizadores e gourmands questionar a própria essência do cacau enquanto alinhado a saborizantes artificiais e 'frufrus' do mais puro açúcar; pobre o valor nutricional e que não lhe fazem jus desde a primeira mordida.

Nesse sentido, por mais que se lhe adornem com ingredientes selecionados, os chocolates que ficam na memória gustativa são, em sua maioria, os licorosos, recheados com morangos, uvas, vinho e tantos outros perecíveis. Essas preciosidades, de um mundo em que a relação cliente e fornecedor era mais humana e menos comercial, não estão mais nas vitrines de nenhum desses grande fabricantes. Banidas pelo rigor das boas práticas em alimentação, são agora itens exlusivos das cozinhas de fundo de quintal, apenas sob encomenda com as chocolateiras informais.  A tendência, assim, é que sejam fortes concorrentes do mercado de luxo, quanto mais prezarmos pela estética, longevidade, alimentos orgânicos, frescos e sazonais.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Bolo de limão do Terraço Itália




Hoje fui fazer entrevista no Terraço Italia. Para quem não gosta de elevadores e altura (tipo assim, eu), pode ser um tantinho ameaçador. Nada como um elevador que alcança 40 andares em poucos 15 segundos. Ou quem sabe uma assessorista que te diz: 'Ah, pára sempre... Agora mesmo tem um parado!' rs... Enfim, a vista que se tem lá do topo sem dúvida compensou esse trauminha... Gente, é estonteante! A decoração, primorosa, obedecendo ao que costumamos ver em finas casas de tradição italiana.

Sabendo que iria fazer essa interview no dia seguinte, entrei no site e eis que lá me deparo com uma receita para lá de simples, porém muito bem idealizada, um bolo de limão. Eu já havia feito bolos em que se tem de regar com uma calda assim que saem do forno, como este bolo de de fubá, limão e alecrim. Então já imaginava no que ia dar.

Imaginem só, um bolo amanteigado, mais denso... Assim que saí do forno, uma calda de limão farturosa, encharcando sua estrutura. E eu nem começei.... Você vai comer este pecadinho com nada menos que um curd de limão bastante diferente, à base iogurte. Caso não tenha iogurte, como eu, aposte no creme de leite. Vamos lá?



Bolo de limão com curd de iogurte



Massa

Manteiga integral sem sal (175g - 3/4 da barrinha + 1/2 da última barrinha)
Açúcar refinado (200g - 1 xíc + 1/4)
Raspas de Limão (1 col. sopa)
Ovo (3)
Farinha de trigo (410g - 3 xíc + 1/2)
Fermento em pó (15g - 1 col. chá)

Calda

Açúcar refinado (125 - 3/4 xíc)
Suco de Limão (150ml) - limão puro, sem água, ok?

Curd de limão

Açúcar refinado (250gr - 1 xíc + 1/2)
Suco de Limão (200ml)
Manteiga integral (115gr - 1/2 barrinha + 1 col. sopa)
Ovo (3 un.)
Iogurte integral (400g 2 potes) ou creme de leite sem soro (395g - 1 lata)


 
Modo de fazer


1 - Bater a manteiga com o açúcar até ficar cremosa e branquinha. Adicionar as raspas de limão.

2 -  Adicionar os 3 ovos. Se a massa talhar, não se preocupe. A farinha o corrigirá.

3 - Peneire a farinha junto do fermento. Adicione à massa. Assar em forma (25cm) untada e enfarinhada em forno pré aquecido a 175ºC por 25min.

4 - Deixe a calda pronta. Leve o suco e o açúcar ao microondas e aqueça apenas até o açúcar dissolver. Não é necessário ferver. Apenas chegue numa calda mais consistente.

5 - Para o curd, leve ao fogo, a manteiga, açúcar e o suco de limão. Enquanto isso, bata os 3 ovos. Quando a mistura de manteiga e suco entrar em simmer (bolinhas e a manteiga derreteu), faça a temperagem: verta o líquido quente sobre os ovos batidos devagar (para subir sua temperatura) e sem parar de mexer.

6 - Não vai erraragora, hein? Você deve voltar essa mistura ao fogo baixo, mexendo sem parar. Ela engrossa, fica brilhante e, em hipótese alguma - deixe que isso ferva. Não queremos subir a temperatura para além dos 60ºC, ou nossos ovos cozinharão e você terá omelete boiando em suco.

7 - Assim que cobrir as cóstas de uma colher, desligue o fogo e adicione o creme de leite ou iogurte, mexendo até homogeneizar. Cubra com filme por contato e refrigere em banho maria invertido. Esse curd engrossa, fica brilhante e bem amarelinho.

8 - Seu bolo cresceu? Não deixe dourar!!! Dê um tapinha com a mão e note se ele responde como ua esponja, consistente. Se ainda estiver mole ao centro, você sentirá. Quando estiver pronto, retire do forno e fure-o imediatamente por completo. Despeje a calda sem desperdiçar uma gota. Garanto que não fica doce nem molhado. O bolo absorve tudo.

9 - Aguarde bolo e curd esfriarem. Sirva juntos.





segunda-feira, 30 de maio de 2011

Penne com abobrinha




Ontem eu estava um pouquinho mal do estômago. Então resolvi apostar em algo mais light. Claro, cabeça de gordo nunca muda, não é mesmo? No final das contas abdiquei apenas dos caldinhos mágicos em tablete. Dizem os gastros que faz miséria conosco. Enfim, o resultado ficou excepcional. Sempre digo, podemos e devemos fazer pratos elaborados com ingredientes simples e de qualidade.

Bastante versátil, esta massa casa também com cogumelo paris fresco, alho negro laminado (R$ 15 a unidade no Municipal), berinjela, camarão, abóbora, ervilhas frescas, bacon crocante. Experimente combinar a abobrinha com esses ingredientes para resultados fantásticos! Se usar abobrinha com tomate e berinjela, terá uma massa de ratatouille. Se usar abobrinha com ervilhas, experimente rasgar rúcula fresca, acelga ou espinafre sobre a massa. Se for de bacon, use apenas no fim, salpicado sobre a massa. Experimente abobrinha com limão siciliano! Tomate seco é batidinho, mas não dispenso também.



Ingredientes


Penne (1 pacote) - quer fazer com espaghetti, parafuso, papardelle, fuzzilli, gravatinha? Ok!
Azeite extra virgem (50ml) - você tem aquele azeite aromatizado? Use aqui!
Cebola roxa (1 grande) - descascar, picar em cubos médios. Queremos um resultado mais rústico, com textura
Alho (3 dentes) - picar grosseiramente
Extrato de tomate (1 col.) - vamos caramelizar este extrato
Tomate pêra (10 unidades) - corte em cruz, 10 segundos em água fervente, retire pele e sementes, pique
Abobrinha (3 a 4 unidades) - lave, deixe a casca, corte em cruz e fatie em quartos. Reserve
Tomate em lata (1 latinha) - qualquer marca, gosto da Marzanno, Olivatto...Adoro as latas amarelas.
Bicarbonato de sódio (1 col. café) - remova a acidez do seu molho. Açúcar não cumpre a mesma função.
Creme de leite fresco (200ml) - pode substituir pelo UHT, mas não ferva. Ele reage com a acidez dos tomates
Vinho branco Chardonnay (100ml) - ele é mais untuoso, contrasta com a acidez e combina com o creme de leite
Queijo parmesão (100g)
Sal e pimenta preta moída na hora (Q.B.)
Tomilho limão (folhas de 3 raminhos) - pode usar orégano fresco ou seco. Sálvia e alecrim não combinam aqui.
Azeitona chilena (150g) - lembre-se que se a usar, diminua o teor de sal em sua receita.
Ricota fresca ou defumada (200g) - esmigalhe a ricota na hora de servir



Modo de fazer


1 - Ok! Vamos primeiro aquecer o azeite numa panela de bom tamanho. Fritar o alho e, em seguida, a cebola roxa.

2 - Vamos agora adicionar o extrato e abaixar o fogo. Deixe que ele começe a pegar no fundo da panela. Parece que vai dar errado, queimar tudo? Continue mexendo!

3 - Adicione os tomates picados e deixe que soltem água. Não acrescente água agora! Temos o terrível costume de querer 'ajudar' os tomates, colocar água.

4 - Quando a bagaça estiver bem seca, implorando por água, é aí que você joga o vinho. Desprende o extrato da panela, e traz felicidade aos tomates. A panela deglaceia, o aroma sobe e o alcool evapora. Suas crianças podem sim comer esta massa. Vovó também!

5 - Tah! Entre agora com o tomate em lata. Vai ajudar a dar corpo em seu molho. Quebre os tomates com a colher, deixe que liberem o suco.

6 - Você vai me perguntar, 'mas e a abobrinha, Marcel'? Porque não adicioná-la no início da cocção? Eu respondo: eu não quero um refogado com a abobrinha amolecida e caramelizada. Eu a quero verde, crocante, com as fibras mais preservadas para sua digestão. Captou?

7 - Certo! Vamos agora adicionar aquele bicarbonato.Seu molho vai espumar, vai parecer um filme de terror. 'Ai, meu Deus, porque não usei açúcar como atia Genoveva me ensinou?' Não se desespere! A espuma é uma reação química de um ácido comum hidóxido, liberando oxigênio. Ela se diepersa e seu molhinho fica mais adocicado, com cara de quase pronto. Ferver 4 horas? Senta lá, Claudia!

8 - Tempere seu molho agora com sal, pimenta, suas ervas e o que mais desejar. Deixe-o apurar um pouco, pois vamos entrar com a abobrinha e ela vai soltar mais água ainda.

9 - Colocou a abobrinha? Ok! Lembre-se de não deixá-la cozinhar demais. Ou você terá uma maçaroca, um refogado de vó.

10 - Quando a abobrinha estiver noponto desejado, preservando sua crocância, desligue o fogo. Adicione agora o creme de leite e o parmesão. Finalize com salsa fresca se desejar. Sirva com a ricota esmigalhada. Uma opção mais refinada? Azeite de trufa branca.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Potaje



video



Eu ouvia minha tia dizer e não tinha idéia de como se escrevia a bendita da palavra. Se era potarre, potaje, potage ou simplesmente 'sopa de grão de bico, abóbora, espinafre, bacalhau... e o que der na telha'. Em casa, estamos acostumados ao potaje e, seu, primo, o puchero, ambos com grão de bico.

A etimologia diz que a palavra vem do francês 'pot-au-feu'. Não é de se estranhar que nos amis chamem toda sopa grossa de 'potage', com 'g'. Seria mera coincidência ou esse prato deflagra a gastronomia de fronteira, franco-espanhola? Eu precisava saber mais. Então fui perguntarà melhor das fontes, mi tía Maria.

Segundo a digníssima española - que beira os 90, parecendo uma menininha -, o prato tem origem em Sevilla. Herdou a receita de sua mãe e da mesmíssima forma a vem fazendo ao longo dos anos. Por exemplo, algo que ela bate o pé é no pimentão verde; que hoje bem sabemos, é dos mais indigestos. Quando lhe perguntei, ela respondeu: 'Na época não havia pimentão amarelo ou vermelho, isso é invenção de agora'.

Enfim, nossa receita é à base de grão de bico, feijão branco, abóbora, tomate, pimentão verde e, sim, nosso adoradíssimo bacalhau. Em casa, fazemos toda a Páscoa. Por mais que não seja amante da iguaria, confesso que já me habituei a degustá-la religiosamente nos feriados. Moçadinha de plantão, não adianta querer cozinhar o bacalhau à parte e perder todo o sabor. Ou seja, é normal - e religioso (risos) - que a sopa fique impregnada com espinhas.

Se você não é fã de bacalhau - como Yo - descobri que as combinações podem ser bastante variadas. Podemos usar abóbora junto de acelga, ervilhas, batatas e alguma carne ou quem sabe feijão branco, chorizo, toucinho e ovo cozido. La imaginación, se la queda a usted! Vámonos?


Ingredientes


Grão de bico (1000g) - deixar de molho de um dia para o outro, desprezar a água
Feijão branco (500g) - idem
Bacalhau (1000 a 2000g) - idem,paraquem é fresco, use um desossado
Abóbora (2000g) - do tipo moranga alaranjada para fazer doce, descasque e pique em pedaços grandes
                               você também pode colocar na pressão e depois cavar com uma colher a polpa

Tomate italiano maduro (2 unid.) - retirar pele e sementes, picar
Pimentão verde (1 unid.) - retirar talo e sementes, cortar em 4 pedaços
Cebola branca (1 unid.) - picar em cubos médios
Alho (5 dentes) - picar finamente
Pão francês amanhecido (2 fatias)
Louro (4 folhas)
Coloral (1 col. café) - este é opcional e você também pode usar açafrão
Sal (Q.B.) - lembre-se que o bacalhau vai salgar nossa sopa
Azeite extra virgem (Q.B.)
Vinagre de vinho branco (Q.B.)



Modo de fazer

1 - No dia seguinte, despeze a água onde deixou os grãos e o bacalhau de molho. Ela estará repleta de 'saponina' e outras substâncias que nos causam desconforto abdominal (gases).

2 - Pegue sua panela de pressão e nela coloque os feijões, o grão de bico, a abóbora e o bacalhau. Se gosta de sua sopa mais pedaçuda, pode deixar o bacalhau e a abóbora mais para o fim. É importante que todos os ingredientes preservem sua textura. Essa é a sacada dessa sopa creme.

3 - Junto desses ingredientes, adicione as folhas de louro. Complete com água. Ligue o fogo alto. Deixe pegar pressãoe abaixe. Aguarde entre 30 a 45 min, ou até que os grãos cozinhem. Lembre-se, os grãos não devem se desfazer, ok?

4 - Retire sua panela do fogo, destampe. Despeje o azeite na frigideira e nele frite as 2 fatias de pão até que fiquem bem amarelinhas. Retire o pão da frigideira e reserve. Naquela mesma frigideira, frite o alho em azeite. Em seguida a cebola e, então, o tomate até se desfazer. Enquanto isso, esmigalhe o pão e retorne-o à frigideira junto dos demais ingredientes.

5 - Misture essa massa de pão à sopa. Ela vai ajudar a das consistência. Se desejar, é o momento de entrar com o coloral ou acafrão. Corrija o sal. Deixe em fogo baixo apurando por mais uns 10min.

6 - Desligue o fogo e despeje azeite em fio, mexendo lentamente para emulsionar na sopa.

7 - Sirva com um fio de vinagre para acentuar o sabor. Não use parmesão!










sexta-feira, 22 de abril de 2011

Entrevista na Record - Programa "SÃO PAULO NO AR"






Boa tarde, amigos! Não percam a entrevista que dei à Record nesta sexta (22/04) a respeito do bacalhau e outras opções para o feriado de Páscoa.


Bços!

terça-feira, 19 de abril de 2011

Foz do Iguaçu (Dia 1)

Vim para Foz porque falam muito das cataratas. Mal sabia eu, havia outras coisas tão divertidas quanto.

Essa viagem começa no Avião..haha! Um pouquinho de turbulência, outro ali. Teve uma hora que o avião deu uma sacodida super monstra, do nada. Minha irmã, que tinha ido ao banheiro foi encaminhada pela comissária de volta à poltrona. Rapidin foi se sentar. Eu tinha ouvido uma criança gritar miudinha. Só depois fui suber que era a toupeira da minha irmã, quase se trumbicou com outro passageiro. Quem acompanhou a postagem de Buenos Aires, sabe...detesto altura e, recentemente, descobri-me pouco fã de aviões. Logo depois do comandante avisar turbulência, fiquei rezando ridiculamente, para o escárnio de minha tia, quem também nos acompanhava.

Você acha que eu exagero? Ora,  a TAM, salvo suas memoráveis tragédias, costuma ser profissional. E não foi por menos. Chegamos, aqui estamos.

Ficamos hospedados no hotel Del Rey (Rua Tarobá), indicação pela net. Quarto confortável, ar condicionado, café colonial...ai ai...essas pequenas coisas da vida. Entramos e já fomos abordados pelo serviço de turismo. São vários pacotes. Você pode ir para a Usina de Itaipu, o Parque das Aves, as cataratas do Iguaçu, o passeio do Macuco... Gente, não confundam as cataratas com Itiapu, pois estão há mais de 40 Km uma da outra e nem os rios são os mesmos. Vou falar sobre tudo isso no próximo post, porque foi só no dia seguinte que estivemos lá.

O que fizemos nesse dia foi ir ao Duty-free. Sinceramente, uma decepção. Pequeno, pouca variedade. Não havia Iphone (nem o 3GS, muito menos o 4). Eu queria Poul Mitchel e também nada. O Duty é assim: na entrada , eles dão umas bolsas de lona para você levar sua bolsa pessoal. Também há a opção de locar armários. Você atravessa a catraca, encontra, indo pela esquerda:

1 sessão com roupas (Hugo Boss, Thomy Hilfigger, GAP, blá blá blá... Jaqueta GAP por $ 100, jaquetas Hugo Boss, mais salgadinhas, $ 160.

Próxima loja, joalheria. Passei reto. Depois, uma loja de eletrônicos, China style com direito a lâmpadas de arroz e luminosos breguérrimos. Muitos acessórios de mulher, depiladores, chapinha, porre...Do outro lado, TV de plasma, acessórios para note. De ambos os lados, muitos fones e cases para Ipod e Iphone. No meio da loja, alguns badulaques, câmeras, MP3.

A próxima sessão é a de cosméticos. Muitos perfumes e acessórios de maquiagem. Minha irmã comprou um lápis, jura que foi baratão. Eu venho aqui postar a marca e a especificação, meninas. Não se preocupem!

Tah! A próxima casa é de brinquedos. Muita coisa cuti cuti, toys. Então vem a casa de doces. Destaque para chocolates. Não há Lindt aqui, apenas Giullian, Mint, Swiss Nestlé, Kit Kat, essas tralhinhas.

Tomei um Submarino e comi uma empanada. Surreal, pois as lojas trabalham em dólar e o barzinho ao meio do duty com pesetas e real.

Saindo do Duty, há promoções de Amarula, tipo 3 por $ 50. Do lado direito, acessórios para mujeres e relógios bonitões por $ 10. Comprei um chocolate meio amargo com laranja cristalizada e uma balinha de 2 sabores que explode na boca. 'Leva essa!', minha irmã sugeriu.

Amanhã tem mais! Vou contar a vocês do tombaço que levei no Parque das Aves e, ainda assim, curti cada pedacinho daqui como se fosse único. Brasil é uma riqueza só, gente. Vocês têm que vir para cá!!!


Bjo do tio!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Foz do Iguaçu (Dia 2)

Bom dia, galera! Tah para começar mais um dia aqui em Foz. Pelo visto, vai ser pauleira porque fechamos um pacotão com o guia para 3 passeios: a usina de Itaipu (passeio especial), o Parque das aves e as Cataratas do Iguaçú (lado Brasil). Ah, você não sabia? As cataratas estão também do lado argentino. Só que esse passeio, você só vai saber daqui 2 dias.

Hoje, levantamos bem cedo, tomamos aquele café reforçado e saímos com a turma do hotel. Escolhemos a opção 'especial' para Itaipú, porque, assim, pode-se ver a usina por dentro, a pleno vapor. Gente, Itaipú não deixa nada a desejar para as maiores construções do homem moderno. Deve cabe umas 2 pirâmides de Ghizé ou mais...rs. Datando do fnal dos anos 70, a usina resulta de uma cooperação internacional entre Brasil e Paraguai, com a particpação de outras frentes como França e Alemanha. Há inclusive uma linha divisória que se estende à sala de controle, um lado para Brasil e outro para o Paraguai.



Para chegarmos, do centro de Foz, foram cerca de 15Km. A estrutura é monumental, com vias pavimentadas, portões de controle, gente para todo lado. Logo na entrada, fomos assistir ao filme institucional. Como qualquer instância do governo, não se permite bermudas curtas ou camiseta sem manga.



Ao que relata o filme, o local é um berço de conhecimento, pesquisa e preservação ambiental. Acompanham a flora e a fauna local constantemente. Contribuem para a qualidade de vida da criança e do adolescente combatendo a prostituição através de programas educacionais. Incentivam projetos de alfabetização, agricultura solidária. Receberam diversos prêmios  como pôlo de referência, contando com a visita de diversos líderes internacionais. Para vocês terem uma idéia, nossa bonitona só perde em potência para a famosa '3 Gargantas' na China. De resto, corresponde a 15% de toda energia consumida no país. Já do lado Paraguai, bem menor em comparação a nós, são 90%.


Após o filme - e soluços -, fomos convidados a embarcar no ônibus da própria usina. Conduziu-nos por um belo perscurso, todo arborizado. O lugar tem muita estrutura, tudo limpo. Jardins bem cuidados por muitos profissionais, reflorestamento. O controle do lixo é absurdo. Também não era para menos, com o que recebem de estrangeiros.

Nossos guias eram realmente funcionários da usina, sabiam um pouco de tudo. 'Para quem tem medo de altura ou espaços fechados, permaneça no ônibus' diziam quando estávamos para entrar no coração de Itaipu. Por dentro, muito do piso são aquelas chapas de aço perfuradas. Ou seja, pode-se ver o pé direito por centenas de metros de altura entre os andares.



Mostraram-nos o planejamento e contrução da usina, que data dos anos 70. Para ver mais a fundo, embarcamos em 2 elevadores, mais de 160 metros de descida, em direção a uma das turbinas. Acreditem quando digo, o ambiente é quente, bastante úmido e claustrofóbico mesmo. Algumas pessoas sentem a pressão oscilar. Mas vale a pena. Você pode tirar uma foto ou filmar a turbina em funcionamento. É bem legal!


A partir daí, voltamos ao ônibus para circundar a usina, observar as comportas abertas e um arco-íris de tirar o fôlego. Eu não me lembrava de ter visto algo tão grandioso e, ainda assim, repleto de pequenos detalhes. Itaipu é um corpo em constante funcionamento e complexidade.


Próxima parada, 'Parque das Aves'...ai! Pois é, assim que deixei a van, levei um tombaço filme de terror naquele piso de paralelepípedo (também de terror). Esfolei todo o joelho no que se sucedeu a um epidódio de baixa pressão. A visão turvou. Quase desmaiei, não fossem os parentes, guias e atendentes me ajudando. Próxima etapa, um hamburguer mega blaster delícia na lanchonete local. Batata frita e sucão de laranja azedinho. Queria o quê? Eu precisava comer. De Itaipú para cá foram mais de 3 horas. E aquele elevador, deu uma zica em todo mundo. Quanto a mim, fiquei mancando um pouquinho, mas, ainda assim, aproveitei cada minuto do passeio, me apoiando no braço...hahaha!

Gente, é impossível não notar as lojas com artesanato local, estão para todo lado. Fiquem atentos, pois não passam de pega-turista! Produtos que podemos adquirir na República ou Embu das Artes, aqui são caríssimos. Uma estatueta de pedra pequenininha pode sair R$ 80. Aquelas pedras recheadas com quartzo roxo não saem por menos que R$ 30.000,00. Havia uma árvore recheada de pedrinhas, devia ter cerca de 1 metro de altura e não meros R$ 70.000 na etiqueta. As lojas de jóias, são exorbitantes. Sinceramente, o que é o brilho de uma pedra facetada em comparação uma rocha bruta, feita pela 'mother nature'? A essa altura, as meninas estão todas na vitrine, babando nos anéis de ametista.






O Parque das aves é uma espécie de reserva artificial. Tudo lá foi planejado de modo a deixar os animais confortáveis e o visitante o mais próximo possível para melhor interagirem. As gaiolas são enormes, abrigando árvores de espécies nativas, centenas de aves, répteis e insetos. Antes mesmo de entrar, você pode tirar uma foto com uma arara vermelha em seu braço (pesadinhaaaa!!!) e também com uma jibóia super mansinha fofa (enrolei no pescoço). Pele de jibóia é muito esquisita, parece o outro lado do couro, só que se mexe...iiirrrrc!




Entrando no parque, você caminha por uma trilha toda arborizada; nem por isso deixa de ser bastante quente e úmida. Borboletas, mariposas e insetos dos mais exóticos perambulam ao seu redor sem receio algum de sua presença. Pousam em sua mão, se deixam fotografar. Um Éden, praticamente.

Vimos araras de todas as espécies, emas, avestruzes, galinhas d'angola, tucanos belíssimos. Com exceção das araras (mais selvagens e gralhando sem parar), até os tucanos ficam soltos, voando entre nós. Você leva cada susto quando eles pousam do ladinho da sua mão no corrimão. O bico enorme, o olhão azul e papo amarelo.


Vimos abutres e harpias. O ninho delas é enorme, são do tamanho de um dálmata. A gaiola dos beija-flores era também repleta de muitas espécies de borboleta, mariposas e outros insetos. Borboletas, brancas, amarelas, grandes pequenas, que emitem ruídos estranhos ou estão apenas acasalando. Tudo muito lindo de se ver... e eu mancando embasbacado. Graças a Deus, a trilha é circular, você já dá na saída (exit) e não tem que andar tudo de novo. Estão contruíndo um habitat para corujas neste exato momento.




Fim do passeio, direto para as cataratas! Ebaaaaa! Velho, aqui foi f... Eu não sabia que para visitar as cataratas, tínhamos de descer um percurso enorme naquelas escadarias de madeira. Foi mais difícil, mas deu para interagir super legal, principalmente com os curiosos quatis, estão por todo lado. Gente, as placas e os guias imploram para não se alimentar os animais, pois podem ficar agressivos, disputar pela comida, te morder e transmitir raiva ainda por cima. Ou seja, só fotos, ok?


Aqui na região das cataratas é ainda mais úmido que no Parque das aves. Sensação de garoa fraquinha, ou de um enorme ventilador borrifando água na sua cara. Quanto mais você desce, mais molhado fica. Ao final do prcurso, há um elevador panorâmico para conduzir aos piers, você fica bem próximo das cachoeiras. Graças ao phhhhaiiii (Inri), lá perto também havia um ambulatório. Titio foi correndinho, fazer assepsia, passar pomadinha, pois tava osso.


Já de volta, jantamos no hotel. Comida simples, mas muito bem executada. Sorvete de sobremesa. Dormir e recuperar las fuerzas. No dia seguinte, o novo destino seria o Paraguai. Próximo post, dicas de compras para vocês. Aguardem, pois ainda vou subir as fotos de todos os passeios!



E até lá!

domingo, 17 de abril de 2011

Foz do Iguaçu (Dia 3)



Essa aqui foi impagável...


Bom dia, garotada de Foz! Hoje é dia de compras...hehe! Vamos fazer um passeio ao Paraguai. Dica número1: esqueça tudo o que te disserem...hahhaah! O terrorismo já começa na internet. Os viajantes dizem para se tomar muito cuidado, sobretudo com eletrônicos. Diz a lenda que se deve levar exatamente aquilo que o vendedor retirou da vitrine, nunca deixá-lo sair de vista para trocar o produto por um chinalá. Será?

Ao ver a chamada 'Ponte da Amizade' e ouvir dos demais que permanece inalterada desde os anos 70, confesso que comecei a dar ouvidos aos boatos. Mochileiros uma fila de carros, ônibus, vans e motoboys; ia piorar e muito quando fôssemos embora. Mas é claro, não sabíamos disso.

O Paraguai - ou pelo menos o centro, onde ficam as lojas mais disputadas - parece um canto abandonado do mundo. Não sei se foi má impressão ou se havia chovido no dia anterior. Cheguei até a perguntar a razão de tanta lama nas vias, não se via o piche. 'Essa gente é porca mesmo!', disse o guia. No mais, muita publicidade, banners e faixas para todo lado.

Em pleno centro, camelôs, lojas, bancas e pessoas, todos amontoados, disputando por espaço entre corredeiras de água turva. Visão muito mais aterradoraque a 25. Não se consegue andar 2 metros sem ouvir as palavras 'meia' ou 'cueca'...rs... Os camelôs te abordam enquanto os carros tentam cruzar as vias com a sinalização muito precária.

Por sugestão do guia, fomos ao shopping Americana. Logo que se entra, de longe podemos ver 'Sony', 'Panasonic' e 'Nike'. Minha meta era comprar um maldito Iphone 4, que em São Paulo está mais disputado que emprego. Lindo de se ver, porque todo mundo pedia $ 700,00, só que não contavam que o telefone vinha bloqueado. Desbloqueado, chegava a custar $ 1.200,00.

Fui à Nike, comprei uma jaqueta (aprox. $ 50) e um tennis (por volta de $ 200). Minha irmã e prima queriam ver as máquinas fotográficas e maquiagem enquanto minha mãe procurava um secador e depilador. Acabamos nos irritando, pois cada loja falava mal da outra e os preços variavam demais.

Nisso, fomos à Monaliza, famosa na internet pelos preços mais abusivos. Esse shopping sim diferia de toda aquela atmosfera de Santa Efigênia. Não deixava nada a desejar para as mais famosas lojas de departamentos americanas. Primeiro andar cosméticos, seguro piso eletrônicos, terceiro piso chocolates e um restaurante (só esse), quarto piso roupas de grife, sexto piso prataria porcelana e Le Creuset ($200 uma caçarola grande), sétimo piso acessórios de esporte como tacos de golfe, oitavo piso (FINALMENTE), o banheiro. Agora, magina o tio, subindo isso tudo com o joelho estourado! Maginou? rs...pois é!

O piso mais alegrinho era o de eletrônicos. Tivemos um vendedor à nossa disposição, já que compramos vários ítens. Além do telefone, levei um barbeador da Philips (por volta de $ 130) para usar em baixo d'água, no banho (Showww!). Quanto ao Iphone, não saiu por menos de $ 1.000,00. Eu, que não tinha nenhum conhecido para ir até Miami por mim, que já havia insistindo com a FDP da Vivo, achei super vantajoso.

Há outras lojas como a 'Casa China' e a 'Nave'. Ambas estão subindo os preços e dão preferência para papel moeda. Outra opção é a 'Petisquera', cujo forte são as bebidas. Aliás, comprar bebida vale muitíssimo a pena aqui. Para você ter uma idéia, um licor Amareto Disaronno italiano (R$ 98 em São Paulo), aqui não passa de R$ 30.

Meninas, não venham em busca de maquiagem da MAC. Não procurem por Paul Mitchel. Essas marcas não existem aqui. Maguiagem, o forte é Lancôme. Shampoo da Kerastase para todo lado. Perfumes femininos, de todas as marcas. Perfumes masculinos, destaque para o Pólo, Fahrenheit...os de sempre.

Minha prima levou uma máquina fotográfica da Sony ($ 400), 16 Megapixels com Photoshop na própria máquina, além de recurso para foto panorânica, 3D e retirar manchas no rosto. Máquina fotográfica que te deixa com pele de bebê? Sim, já tem...hehe!

Terminadas as compritchas, voltamos ao hotel. Jantamos na churrascaria Búfalo Branco, do ladinho do Del Rey. A comida estava fantástica, principalmente o suco de abacaxi com hortelã. O melhor que tomei na vida.

Única coisa que é vergonhosa em Foz são os doces. Da padarias, confeitarias, hotéis, restaurantes e afins, não há um só lugar que se preze. Mousses industrializadas. Muito pudim com gelatina...vou falar mais para frente.

Amanhã vamos para as cataratas do Iguaçu, do lado argentino. Aguardem!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Foz do Iguaçu (Dia 4 e 5)





Nossa viagem está terminando, mas nem por isso perdemos o pique. Hoje vamos visitar as catataras, do lado argentino. Todos dizem, 'se você gostou do que viu no Brasil, espere para ver...'. E os boatos se confirmaram. Este foi um dos passeios de que mais gostei. A começar pela estrutura das cataratas, um verdadeiro parque, todo planejado. Do nosso lado havia não só argentinos, mas franceses, alemães, suecos, italianos, japoneses, a ONU toda. rs





Terceira idade argentina é o que predomina, principalmente no passeio de trem. Deve ser costume por lá. Você tem várias opções no parque, visitar as lojas, comer, fazer caminhadas... Os trens saem a cada 30min. Na última estação, caminha-se por estas pontes suspensas, todas perfuradas. A sensação é de natureza te rodeando por todo lado. Nuvens nos céus e água correndo forte por debaixo dos pés. Uma visão lindíssima! Borboletas para todo lado. Lugar legal para descarregar, vai por mim!






Ao fim do percurso, chega-se à 'Garganta do Diabo'. A cada 15 segundos, a força das águas provoca uma nuvem de gotículas deliciosa, super refrescante. Muita gente usa capa R$ 5,00, mas não o tio. O piso fica escorregadio e tem que se tomar cuidado. Eu quase fui 2 vezes...para o chão! ahahah




Na volta, almoçamos no 'La Selva'. Comi um raviole, que me aguardem! Vou fazer aquele molho. Tinha um fundo de verduras adicionado de molho de tomate, creme de leite e molho branco. Delicioso!



Por mais que falem dos argentinos - e eu estive em BSAS -, nos trataram muito bem. Fiquei satisfeito com todo o serviço. E pretendo voltar.

Nosso próximo ponto foi o Duty-free, o mesmo que tínhamos visitado no primeiro dia. Só que dessa vez, aproveitamos para pegar bebidas. Foi aqui que peguei o licor de amendoas amargas. Logo em seguida, nossa última parada, o 'Marco das 3 fronteiras'.




À noite, fomos na churrascaria 'Rafain', a mais famosa de Foz. Eu vou ter que postar o video do show que vimos lá...vocês não vão acreditar como somos abençoados por tanta cultura e gente bonita...hehe!

No dia seguinte, levantamos às 4:30, pegamos o vôo das 7:30. Fizemos ponte em Curitiba e sim, teve turbulência de novo...haha! Dessa fez, foram 2 Rivotril. Nem assim que acalmei naquela m...




Bjo pra todo mundu! (que medaaaa de turbulência!!!)





segunda-feira, 11 de abril de 2011

Bolo de fubá, limão e alecrim





Nessa busca por receitas mediterrâneas, de ingredientes frescos e sazonais, é praticamente impossível não se deparar com opções mais exóticas e provençais, como este bolo. Já o tinha visto aqui e, ainda ontem, assisti à Miss Nigella executando algo parecido, mas com manteiga. Você pensa: fubá, limão e alecrim?  Então vê que o bolo leva azeite também... Quando se dá conta, já está na Sicília.



Ingredientes

Ovo (3) - coloque as gemas na batedeira e as claras num outro recipiente
Açúcar refinado (110g)
Limão (2) - rale a casquinha, retire o suco e reserve
Farinha de amendoas (50g)
Fubá (100g)
Fermento químico em pó (1 col. chá)
Azeite (2 col. sopa)




Calda

Para fazer a calda, basta levar os ingredientes ao fogo e desligar quando começar a ferver

Limão (1) - vamos utilizar apenas o suco
Água (100ml)
Açúcar (100g)
Alecrim (3 ramos)



Modo de fazer




Antes de começar, pré aqueça seu forno em 250°C. Unte uma forma de 20cm com manteiga e fubá




1 - Bata as gemas com o açúcar até esbranquiçar.






2 - Adicione o suco e o zest de limão, volte a bater.









3 - Entre com os secos: farinha de amendoas, o fubá e o fermento.






4 - Vamos agora colocar o azeite.






 

5 - Por último, incorpore a clara em 3 partes. Não mexa demais!

6 - Quando fechar a porta do forno, caia para 180°C. Asse por 35min, até dourar.

7 - Assim que sair do forno, fure bem e despeje a calda fria.


domingo, 10 de abril de 2011

Le Manjue Bistrô

Petit salé, fleurs e azeite aromatizado



Se a primeira impressão é a que fica, não me pergunto porque regressei ao Le Manjue Bistrô com gostinho de quero mais. Não era só o esplêndido cardápio, de criação do chef Renato Kaleffi. O ambiente primorosamente decorado ou a atenção que me deram, da recepção à despedida. Era muito mais. Será que me estendo em detalhes ou as fotos falarão por si só? What the hell...

Apostando numa cozinha contemporânea totalmente despretensiosa, o bistrô de Bruno Fattori é no mínimo intrigante. Revisitando a culinária de Nova Orleans e seus jambalayas, seu cardápio muito bem sucedido passeia pelo mundo globalizado através do que há de mais orgânico e brasileiro, uma castanha do pará e banana verde. 




Logo que entrei, serviram-me este shot quente, uma Sopa de cenoura com anis estrelado. Adocicado e quente, o caldinho tinha consistência perfeita. O anis não tinha nota predominante. E quem lá gosta do bendito a não ser junto de frutas tropicais ou naquelas balinhas retrô? rs





De entradinha, pedi as Cestinhas de frango thai: massa chinesa com frango desfiado, milho, leite de coco e molhinho de pimenta. Bastante crocante, ponto positivo para a textura, composição de sabores e o molho suave como deve ser.

A bebida, pedi suco de tangerina, amora, cardamomo e manjericão. A tangerina é engarrafada e isso vem descriminado no cardápio. Ainda assim, quero aqui elogiar a equipe, pois o uso do industralizado na verdade favoreceu a composição. Nosostros, que somos chefs, sabemos a importância de nossas reduções, de como  fazer para que algo blasé como um suco de laranja sobressaia num purê ou risoto. O manjericão dá a pitada final. Gostinho de floresta. Tão entretido estava, que me esqueci da foto. Pardon, pardon!





Em seguida, pedi a Salada indiana, exótica e saborosa. Ela leva nada menos que: mini filés de frango grelhado sobre mix de folhas verdes. Molho de iogurte, pepino e hortelã junto a chutney de tomate. Agora imagine só, o que já era boníssimo, salpicado também por crocante de queijo Gouda! Quer mais?





O melhor ainda estava por vir no prato principal. Numa linda mini sopeira de porcelana, este digníssimo Jambalaya de alcachofra com queijo camembert, alho negro e avelãs tostadas. Morram, pois acompanhava um azeite de matchá (chá verde). Eu quis morrer. rs... Principalmente quando descobri que no fundo da cumbuca, lá estava disposta  em berço esplêndido a absoluta flor de alcachofra, como que sustentando todo o risoto. Apenas imagine, a cada mordida, um espetáculo de fios de camembert enquanto desfia aos poucos a alcachofra!





We want candy e eu não quis outra coisa senão o bolo de mel com doce de leite e sorvete de creme. Eu, que sou formiguinha já pré diabetiquinha, senti que faltava uma nota ácida. Não sei, talvez seja pessoal, um paladar que foi se adaptando ao azedo para se enganar ao vício do açúcar. Todo caso, um maracujá ou framboesa. Quem sabe? O fato é que o crocante de quinua coroa este doce e continua perfeito... Já o fiz em casa e sempre dá certo.



A quem interessar, o Le Manjue Bistrô fica em São Paulo, SP.
R. Domingos Fernandes 608, próximo à Praça Pereira Coutinho
Bairro Vila Nova Conceição. Tel.: (11) 3034-0631.

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